Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Justiça condena ex-executivos da Andrade Gutierrez

Ex-presidente do grupo Otávio Azevedo recebeu pena de 18 anos de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa que, por ele ter feito delação premiada, será cumprida em regime domiciliar fechado, com monitoramento por meio de tornozeleira eletrônica

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2016 | 00h19

RIO - Alvo da Operação Lava Jato, o ex-presidente do grupo Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo foi condenado pela Justiça Federal no Rio a 18 anos de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

A decisão foi divulgada nesta segunda-feira, 19, e não cabe mais recurso, mas Azevedo não vai para presídio. Por ter feito delação premiada, durante o primeiro ano ele vai cumprir pena em regime domiciliar fechado, com monitoramento por meio de tornozeleira eletrônica. Se cumprir corretamente a pena nesse período, será beneficiado com progressão para o semiaberto.

Azevedo foi denunciado pelo Ministério Público Federal por crimes referentes a contratos da usina de Angra 3 investigados pela operação Radioatividade, fase da Lava Jato, ao lado do ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva, que também já foi condenado pela Justiça Federal.

Procurada pela reportagem, a assessoria pessoal de Azevedo informou que ele não vai se manifestar sobre a condenação.

Também foi condenado nesta segunda-feira o ex-presidente da Andrade Gutierrez Energia Flávio Barra. A pena é de 15 anos de prisão, também em regime domiciliar por causa do acordo de delação premiada firmado.

Desmembramento. As investigações envolvendo a Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, começaram no Paraná como parte dos inquéritos sobre o esquema de corrupção na Petrobrás, mas foram transferidas para o Rio por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo as investigações, foi formado um cartel nas licitações de serviços de montagem da usina com envolvimento de empreiteiras.

A reportagem não localizou a defesa de Flávio Barra.

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