Justiça condena 5 pessoas por Máfia dos Sanguessugas

A Justiça Federal na Bahia condenou cinco envolvidos na Máfia dos Sanguessugas - esquema de fraudes para aquisição de ambulâncias e equipamentos hospitalares em prefeituras de todo o País. Foram condenados quatro empresários, um ex-deputado e um ex-assessor parlamentar. Eles tiveram seus direitos políticos suspensos por oito anos e também estão proibidos de contratar com o poder público por 10 anos. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira pelo Ministério Público Federal.

FAUSTO MACEDO E MATEUS COUTINHO, Agência Estado

29 Janeiro 2014 | 20h30

Segundo o MPF, o ex-parlamentar pelo PFL-BA (atual DEM), Coriolano Sales, recebia propina dos empresários para aprovação de emendas parlamentares para a aquisição de unidades móveis de saúde em diferentes municípios da Bahia. Após a aprovação das emendas, segundo o Ministério Público, os recursos da licitação para comprar as unidades era desviado pelo então deputado, seu assessor e os empresários envolvidos.

Além de ter os direitos políticos suspensos, Coriolano e seu ex-assessor, Brito Carvalho, devem perder as funções públicas, caso estejam exercendo, pagar 5 mil reais como multa e mais 5 mil a título de dano moral coletivo. Ambos ainda foram condenados ao pagamento solidário - quando os condenados têm que dividir o pagamento da quantia - de R$ 17.540.

Também foram condenados os empresários empresários Darci José Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Ronildo Pereira de Medeiros. Todos os condenados já entraram com recurso na Justiça contra a decisão

Operação Sanguessuga. Em maio de 2006, a Polícia Federal deflagrou a operação que investigou uma organização criminosa especializada no fornecimento fraudulento de unidades móveis de saúde, ambulâncias, odontomóveis, veículos de transporte escolar, unidades itinerantes de inclusão digital e equipamentos médico-hospitalares a prefeituras de todo o País.

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