Justiça condena 10 dos 11 acusados na Operação Anaconda

Foram condenados hoje dez dos onze réus julgados por formação de quadrilha em ação originada pela Operação Anaconda. O absolvido foi o delegado da Polícia Federal (PF) Dirceu Bertin, que estava solto. O juiz federal João Carlos da Rocha Mattos, apontado como o cabeça da organização criminosa, foi condenado por unanimidade a três anos de prisão em regime fechado - pena máxima para esse tipo de crime.A sessão secreta de julgamento do Órgão Especial do Tribunal Regional Federal da 3ª Região começou o julgamento ontem, às 9 horas, e terminou hoje pouco antes das 8 horas. Cabem recursos da decisão. Os réus que já estavam detidos continuam na prisão, mas os advogados podem pedir o benefício da progressão da pena, já que eles estão reclusos há cerca de um ano. Réus como Rocha Mattos, que tem prisões preventivas decretadas em outras ações, não serão soltos.O ex-agente da PF César Herman Rodriguez e os ex-delegados da PF, José Augusto Bellini e o Jorge Luís Bezerra da Silva, também foram condenados a três anos de prisão, por unanimidade.O juiz federal Casem Mazloum foi condenado a dois anos, mas teve a pena privativa de liberdade substituída por prestação de serviços. A ex-mulher de Rocha Mattos, Norma Regina Cunha, teve a pena estabelecida em 2 anos e seis meses de reclusão, também por unanimidade. Por 14 votos a 1, foram condenados à reclusão o empresário Vagner Rocha (2 anos e três meses), o advogado Carlos Alberto da Costa Silva (2 anos) e o empresário Sérgio Chiamarelli (1 ano e nove meses). A pena para o advogado Affonso Passarelli Filho também foi fixada em 2 anos, por unanimidade.De foraO juiz federal Ali Mazloum, citado na denúncia do Ministério Público Federal como um dos envolvidos no esquema de venda de sentenças judiciais apontado pela Anaconda, conseguiu trancar a ação penal por formação de quadrilha no Supremo Tribunal Federal na terça-feira e por isso foi excluído do julgamento.

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