Justiça concede reintegração de posse da reitoria da UnB

Prédio está ocupado desde a manhã de quinta por estudantes que pedem a renúncia do reitor

Agência Brasil

04 de abril de 2008 | 16h10

A juíza federal substituta Cristiane Pederzolli, da 17ª Vara do Distrito Federal, concedeu à Fundação Universidade de Brasília a reintegração de posse do edifício da reitoria. O prédio está ocupado desde a manhã da última quinta por cerca de 300 estudantes que pedem a renúncia do reitor Timothy Mulholland. O reitor é acusado de desviar dinheiro da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), ligada à UnB, para reformar seu apartamento.  Veja também:Dois alunos ficam feridos e um é preso após confronto na UFMGAlunos da UnB ocupam reitoria e exigem saída de reitorPresidente da Finatec nega desvio para apartamento de reitor Sem quebra de sigilo, presidente da CPI das ONGs ameaça deixar cargo MP pede quebra de sigilo bancário de presidente da Finatec Após a decisão, a juíza deu prazo de uma hora para os estudantes desocuparem o local. E autorizou a Polícia Federal a intervir para o cumprimento da determinação judicial. Os estudantes defendem a realização de eleições paritárias para a escolha de um sucessor para Timothy Mulholland, na qual os votos dos estudantes e dos professores da Universidade tenham o mesmo peso para a escolha do reitor. CPI das ONGs Na semana passada, o  presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs, senador Raimundo Colombo (DEM-SC), adiou a sessão , que seriam  votados requerimentos de quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico de pessoas ligadas à UnB e à Finatec. Colombo explicou que decidiu pelo adiamento porque, em razão da reunião desta quarta da CPI dos Cartões Corporativos, não havia quórum na CPI das ONGs. Na comissão, um dos requerimentos em pauta é o de quebra dos sigilos do ex-presidente do Conselho da Finatec, Antonio Manoel Dias Henriques, e do empresário Marcos Lima, dono da Intercorp. A Finatec, segundo o Ministério Público, teria se desviado de suas funções para se tornar uma intermediadora de interesses de empresas privadas. A fundação teria atuado como fachada para a Intercorp assinar, sem licitações, contratos com prefeituras e outros órgãos públicos. Dias Henriques nega qualquer envolvimento em irregularidades.Outro requerimento que seria votado  na CPI das ONGs é o de quebra do sigilo fiscal, bancário e telefônico do reitor da UnB, acusado de ter sido beneficiada pelo desvio de recursos públicos no valor de R$ 470 mil aplicados pela Finatec em benfeitorias no apartamento funcional da reitoria. Por lei, os recursos da Finatec devem ser aplicados no desenvolvimento da ciência e tecnologia. Mulholland afirma que não há irregularidades no procedimento e que as benfeitorias são normais., 

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