Justiça concede prisão domiciliar a Paulo Roberto Costa

A Justiça Federal do Paraná concedeu na tarde desta terça-feira, 30, o benefício da prisão domiciliar ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Em nota, a 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba informou que o juiz Sérgio Moro, responsável pelo caso, atendeu ao pedido do Ministério Público Federal para conceder o benefício.

ANTONIO PITA, Estadão Conteúdo

30 de setembro de 2014 | 18h21

A Polícia Federal será responsável pela transferência e fiscalização do cumprimento da prisão domiciliar, que será feito com uma tornozeleira eletrônica. A previsão é que ele será liberado nesta quarta-feira, 01, quando será transferido para o Rio de Janeiro, onde tem residência fixa.

Conforme a Justiça Federal, o acordo sobre a delação premiada do ex-diretor da Petrobras foi assinado nesta segunda-feira, 29, e avalizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki. Paulo Roberto Costa é acusado de integrar esquema de desvio de recursos da Petrobras em associação com o doleiro Alberto Youssef.

Ele confessou, em delação premiada, ter recebido US$ 23 milhões para intermediar contratos com empresas fornecedoras da estatal, além de ter recebido R$ 1,5 milhão para "não atrapalhar" a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Parte dos recursos desviados alimentaria doações a políticos, entre deputados, senadores e governadores de partidos aliados ao governo federal.

Nesta tarde, os procuradores responsáveis pelo acordo de delação premiada do ex-diretor pediram o cumprimento do benefício de Paulo Roberto Costa. Ele está preso desde março após investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

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