Justiça concede liberdade a braço direito de Cachoeira

Ex-sargento Dadá poderá responder a ação em liberdade, mas deve comparecer à Justiça sempre que necessário

Marîangela Galluci, de O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2012 | 16h40

Tido como braço direito do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, conseguiu convencer a Justiça a soltá-lo. Desembargadores do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região concederam nesta segunda-feira, 4, um habeas corpus a Dadá, com algumas condições.

O ex-sargento poderá responder a ação em liberdade, mas terá de cumprir o compromisso de comparecer na Justiça sempre que necessário. Ele também está proibido de manter contato com outras pessoas ou empresas suspeitas de envolvimento no esquema. Pela decisão do TRF, Dadá terá de pedir autorização ao Judiciário sempre que precisar viajar.

Dadá foi identificado na Operação Monte Carlo - que o levou e ao bicheiro Cachoeira à prisão, em fevereiro -, como o encarregado de cooptar policiais e agentes públicos corruptos, de obter dados sigilosos para a quadrilha e de identificar e coordenar a derrubada de operações de grupos concorrentes. Ele estava preso desde o mês passado, acusado de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e exploração de máquinas caça-níqueis.

No depoimento que prestou à CPMI que investiga o elo de Cachoeira com entidades públicas e privadas, Dadá não respondeu a nenhuma pergunta. Antes mesmo de usar os dez minutos iniciais a que tinha direito, o araponga foi questionado pelo presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), se estaria disposto a colaborar com as investigações. "Vou usar meu direito constitucional de permanecer em silêncio", limitou-se a dizer, deixando a sessão em seguida. Como foi acordado entre os parlamentares, caso Dadá se negasse a responder, sua presença seria liberada. O mesmo foi feito com os outros dois depoentes, o ex-vereador em Goiânia Wladimir Garcez e o araponga Jairo Martins.

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