Justiça concede habeas corpus a Régis Fichtner e outros três réus na Operação C'Est Fini

Ex-secretário fica afastado da função de procurador estadual e tem outras restrições

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2017 | 20h40

RIO - O ex-secretário da Casa Civil do governo de Sérgio Cabral Filho (PMDB) Régis Fichtner e os empresários Henrique Alberto Santos Ribeiro, Maciste Granha de Mello Filho e Georges Sadala tiveram seus pedidos de habeas corpus parcialmente concedidos pela Primeira Turma Especializada do Tribunal Regional Federal 2 (TRF-2).

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Nos termos da decisão, o ex-secretário fica afastado da função de procurador estadual, permanece com o passaporte recolhido, deve se apresentar em juízo a cada 60 dias, não poderá ir ao Palácio Guanabara ou a outro da cúpula do Executivo estadual. Também está proibido de ter contato com os acusados do processo no qual sua prisão preventiva foi decretada.

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Os três empresários também são acusados de fazer parte do suposto esquema de corrupção chefiado pelo ex-governador. Santos Ribeiro e Mello Filho são acusados de favorecimento no esquema de distribuição de propinas do ex-governador.

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Sadala teria faturado ao menos R$ 32 milhões em contratos com o Estado durante o governo de Cabral (2007-2014). Seu patrimônio teria sido multiplicado por 25 no mesmo período.

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Os quatro foram presos no último dia 23, na ação da Polícia Federal batizada de C’est Fini (“Acabou”), cujo nome, em francês é uma alusão à foto tirada em um jantar em Paris. Nela aparecem em uma festa o ex-governador, o ex-secretário e vários empresários, entre eles Sadala, com guardanapos presos na cabeça.

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