Justiça começa a ouvir envolvidos na Operação Santa Tereza

Primeiro a falar será o ex-conselheiro do BNDES, Ricardo Tosto; PF descobriu esquema de desvios no banco

Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2008 | 14h22

Os denunciados pela Polícia Federal na Operação Santa Tereza, que apura fraude com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), começam a ser ouvidos nesta quarta-feira, 21, na 2ª Vara da Justiça Federal, em São Paulo. O primeiro a falar será o ex-conselheiro do BNDES, advogado Ricardo Tosto.   Veja também:  Especial: Entenda a Operação Santa Tereza   ONG da mulher de Paulinho recebeu R$ 1 mi do BNDES  Vice da Força é dirigente de entidade que recebeu R$ 82 mil  Acusado doou R$ 37 mil de origem incerta a ONG da mulher de Paulinho  Corregedor quer processo de cassação para Paulinho  Paulinho diz estar 'apanhando' no caso BNDES e abrirá sigilos   A PF confirmou que tem em seu poder um livro contábil da WE Original, uma casa de prostituição usada no esquema, no qual está registrado que a empresa pagou despesas de viagens ao Rio e Brasília para o lobista João Pedro de Moura, que se apresenta como assessor do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), ex-presidente da Força Sindical.   Também teria sido beneficiado o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB), citado apenas como Mourão. As anotações sobre gastos com Moura foram lançadas em livro-caixa por Celso Murad, gerente financeiro da WE. Os lançamentos revelam que o estabelecimento bancou passagens aéreas e hospedagem do lobista, que durante cinco anos foi conselheiro do BNDES, por indicação da Força Sindical. Segundo seu advogado, Frederico Crissiuma, Moura dará explicações à Justiça. Os documentos foram apreendidos durante a Operação Santa Tereza.

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