DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Justiça brasileira mostra que não existe cidadão acima da lei, afirma Janot

Em evento para a devolução de R$ 69 milhões desviados da Petrobrás, procurador-geral da República disse que ato simboliza 'mudança estrutural na sociedade brasileira'; valor é referente às propinas pagas ao ex-gerente da estatal e delator Pedro Barusco

Antonio Pita, O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2015 | 13h13

RIO  - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou nesta sexta-feira, 31, que a devolução de recursos desviados da Petrobrás simboliza uma "mudança estrutural na sociedade brasileira". Segundo ele, o ato demonstra que, para a Justiça Brasileira, "não existe cidadão acima da lei".

 

"Hoje representa o início de uma grande mudança estrutural na sociedade brasileira. O Ministério Público atua de forma profissional, equilibrada e efetiva, incisiva e assim continuará sendo. Esse simbolismo nos revela que parâmetro da justiça brasileira muda de viés. A Justiça brasileira demonstra, mesmo com todos seus problemas estruturais, que não existe cidadão acima da lei. Não existe cidadão que não se submeta ao juízo tranquilo, equilibrado e equidistante dos magistrados", afirmou o procurador. 

Segundo Janot, já foram restituídos à empresa mais de R$ 150 milhões. A esse valor, se somam mais R$ 69 milhões, referentes às propinas pagas ao ex-gerente e delator Pedro Barusco. E outros R$ 71 milhões estão em trâmite final para liberação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), referentes à devolução de valores do ex-diretor e também delator da Lava Jato Paulo Roberto Costa. 

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