Justiça bloqueia contas de acusado na Operação Santa Tereza

Manuel Bastos Filho é dono da casa de prostituição WE e é apontado pela PF como líder do esquema

Agência Brasil

19 de maio de 2008 | 19h36

A Justiça Federal em São Paulo vai bloquear cinco contas correntes do empresário e construtor Manuel Fernandes de Bastos Filho, suspeito de participar do esquema de fraudes em empréstimos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Bastos Filho é dono da casa de prostituição WE e é apontado pela Polícia Federal como líder da organização criminosa que fraudava empréstimos no BNDES e traficava mulheres.   Veja também:  Especial: Entenda a Operação Santa Tereza   ONG da mulher de Paulinho recebeu R$ 1 mi do BNDES  Vice da Força é dirigente de entidade que recebeu R$ 82 mil  Acusado doou R$ 37 mil de origem incerta a ONG da mulher de Paulinho  Corregedor quer processo de cassação para Paulinho  Paulinho diz estar 'apanhando' no caso BNDES e abrirá sigilos   Além de Bastos Filho, a Justiça Federal vai decidir sobre o bloqueio urgente das contas correntes de outras três pessoas vinculadas a ele, entre as quais, sua esposa. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, as contas correntes dos quatro acusados revelaram "movimentações atípicas", que indicariam que Bastos Filho estaria "dilapidando o patrimônio obtido com as atividades ilícitas e mascarando sua origem". Na investigação do MPF, só as movimentações feitas nas contas correntes da esposa de Bastos Filho, entre janeiro e maio deste ano, seriam superiores a R$ 500 mil.   Segundo informações do MPF, Bastos Filho continua foragido desde o dia 24 de abril, quando a Operação Santa Tereza,  foi deflagrada pela Polícia Federal.   A operação da Polícia Federal investigou uma organização crimininosa, que fazia uso de pessoas com influência política no BNDES para conseguir a liberação de empréstimos para prefeituras e empresas, e que se aproveitava de projetos falsos elaborados por uma empresa de consultoria. O dinheiro recebido do BNDES era usado em uma casa de prostituição e de tráfico de mulheres, em São Paulo, e então era legalizado (ou "lavado").   Nos próximos dias 21 e 26 de maio, a 2ª Vara Criminal Federal em São Paulo, especializada em investigar crimes financeiros e de lavagem de dinheiro, vai começar a ouvir os réus presos pela Polícia Federal na Operação Santa Tereza.

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