Justiça autoriza quebra de sigilos de Joaquim Roriz

Ex-senador e ex- governador do DF é acusado de desviar dinheiro do banco estatal de Brasília

da Redação

26 de fevereiro de 2008 | 21h00

A Justiça do Distrito Federal autorizou a quebra dos sigilos fiscal, bancário, telefônico e dos computadores do ex-governador do Distrito Federal e ex-senador Joaquim Roriz (PMDB), do empresário Nenê Constantino, um dos acionistas da GOL, e das pessoas física e jurídicas envolvidas na partilha de um cheque de R$ 2,2 milhões. Roriz, que também é ex-senador, é acusado de envolvimento na Operação Aquarela, da Polícia Federal, desencadeada em 2007.   Em julho do ano passado, o então senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) foi acusado de envolvimento com desvio de dinheiro do estatal Banco de Brasília (BRB) e deixou o Senado por conta das denúncias.   O senador, que foi quatro vezes governador do Distrito Federal, foi flagrado em escutas telefônicas, em março deste ano, conversando com o então presidente do BRB Tarcísio Franklin sobre a entrega e a partilha de R$ 2,2 milhões no escritório do empresário Nenê Constantino, dono da Gol e de empresas de transporte rodoviário. As escutas faziam parte da operação da PF.   A situação de Roriz se complicou à época com outra denúncia de que ele teria usado o dinheiro para pagar propina a juízes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal para absolvê-lo no processo em que era acusado de usar uma empresa pública para fazer campanha eleitoral. Para se explicar, Roriz sustentou que precisava de R$ 300 mil para pagar por uma bezerra de raça e recorreu ao empresário e "amigo íntimo" - que também é dono de empresas de ônibus, investidor imobiliário e agropecuarista. E, ainda segundo sua versão, teria devolvido R$ 1,9 milhão para Constantino. Texto ampliado às 21h36

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