Justiça autoriza força policial para proteger ferrovia contra MST

Sem-terra ameaçam interditar ferrovia de Carajás, no Pará, em protesto a favor da reestatização da Vale

Carlos Mendes, do Estadão,

08 de outubro de 2007 | 20h54

A Justiça Federal de Marabá, no sudeste do Pará, determinou que seja usada força policial para proteger a ferrovia de Carajás contra "atos atentatórios" do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que ameaça interditá-la desde o último domingo em protesto a favor da reestatização da Companhia Vale do Rio Doce.  A Polícia Militar deve auxiliar a Polícia Federal no que for necessário para evitar que os militantes do MST ocupem a ferrovia, segundo decisão do juiz federal substituto Arthur Pinheiro Chaves ao deferir ação de interdito proibitório impetrado por advogados da Vale.  "Trata-se de possível violência a ser perpetrada contra bem que tem destinação específica, ou seja, o transporte de minérios e passageiros, estando-se diante de relevante interesse público a clamar pela concessão de providência possessória", diz Chaves na decisão. Segundo nota da Companhia Vale do Rio Doce, um grupo do MST invadiu a estrada de ferro, na altura do distrito Vila dos Palmares II, no município de Parauapebas, mas "não conseguiu" paralisar os trens. A empresa afirmou que integrantes do MST continuam acampados próximo à ferrovia, "gerando um clima de insegurança" "A informação que circula na região é a de que o MST deseja chamar a atenção para a divulgação do resultado do plebiscito realizado na Semana do Grito dos Excluídos, que questionou o processo de privatização da CVRD, e cujo resultado está previsto para ser divulgado em Brasília", alegou a companhia, por meio da nota.

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