Justiça anula liminar que determinava saída de índios de fazenda no MS

Justificativa foi de que Funai e Ministério Público Federal não foram consultados sobre decisão; governo fará encontro com lideranças indígenas para tratar do caso

O Estado de S. Paulo

04 Junho 2013 | 08h31

A Justiça Federal anulou na noite dessa segunda-feira, 3, a liminar que dava prazo de 48 horas para os índios deixarem a Fazenda Buriti, em Sidrolândia (MS), onde o terena Oziel Gabriel foi morto. A justificativa foi de que a Funai e o Ministério Público Federal não foram consultados. A nova decisão estabeleceu prazo de 36 horas para a União, Funai e MPF se manifestarem sobre o caso.

 

Os índios que ocupam a área foram notificados, mas rasgaram o documento com a decisão da primeira liminar, da juíza federal Raquel Domingues do Amaral. A resistência da comunidade em deixar o local aumentou após a morte de Oziel Gabriel durante ação de reintegração de posse da fazenda.

 

O episódio causou reação em cadeia e comunidades organizaram novas ocupações em fazendas em Mato Grosso do Sul, bloquearam rodovias no Rio Grande do Sul e invadiram a sede do PT em Curitiba.

 

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deve se reunir com lideranças indígenas e representantes do governo nesta quinta-feira, 6, para tratar do conflito na Fazenda Buriti. O Palácio do Planalto quer buscar rapidamente soluções para a questão das demarcações de terras por avaliar que os conflitos desgastam a imagem da presidente Dilma Rousseff entre os movimentos sociais.

 

 

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