Justiça afasta do mandato dez deputados de Alagoas

Parlamentares foram indiciados pela operação Taturana, suspeitos de desviar mais de R$280 mi da AL

Ricardo Rodrigues, de O Estado de S.Paulo

17 de março de 2008 | 17h29

O desembargador Antônio Sapucaia, do Tribunal de Justiça de Alagoas, decidiu nesta segunda-feira, 17,  afastar do exercício do mandato dez deputados estaduais indiciados pela Polícia Federal, na Operação Taturana, que apura o desvio de mais de R$ 280 milhões dos cofres da Assembléia Legislativa de Alagoas. Sapucaia também determinou o bloqueio imediato de todos os bens imóveis pertencentes aos parlamentares para posterior ressarcimento aos cofres públicos estaduais de todo o dinheiro desviado.  De acordo com o despacho do desembargador, que será públicado nesta terça-feira no Diário Oficial do Estado, o afastamento é imediato e vai durar até quando for concluída a instrução do processo em mãos do juiz estadual Gustavo Souza Lima. Seis dos dez deputados indiciados já tinham sido afastados da Mesa Diretora da Assembléia, por determinação de Souza Lima, atenden do liminarmente um pedido feito pelo procurador-geral de Justiça de Alagoas, Coaracy Fonseca.  O despacho do desembargador Sapucaia diz respeito ao Agravo de Instrumento impetrado pelo Ministério Público Estadual. Um outro recurso, de autoria da Assembléia e que pede o retorno dos deputados afastados da Mesa Diretora, ainda será apreciado. O advogado dos deputados, Adelmo Cabral, disse que só vai se pronunciar sobre a decisão quando foi notificado oficialmente. "Por enquato, tomamos conhecimento dessa decisão apenas pela imprensa" comentou Cabral.  Os deputados afastados são: Antônio Albuquerque (DEM)- presidente Arthur Lira (PMN) Antônio Hollanda Júnior (PT do B) Cícero Amélio (PMN) Cícero Ferro (PTB) Dudu Albuquerque (PSB) Edval Gaia (PSDB) Isnaldo Bulhões (PMN) Maurício Tavares (PSDC) Nelito Gomes de Barros (PMN)  

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