Justiça afasta diretora de Fiscalização do BC

O procurador da República no Distrito Federal, Guilherme Schelb, confirmou à Agência Estado que a sentença da 22ª Vara Federal determina o afastamento do cargo da diretora de Fiscalização do Banco Central, Tereza Grossi. A sentença determina, ainda, a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico da diretora do BC, bem como a indisponibilidade de seus bens. Os efeitos dessa sentença (quebra de sigilo e indisponibilidade de bens), segundo o procurador, também se aplicam ao ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes e a ex-diretores da instituição, como Demósthenes de Pinho Madureira e Cláudio Mauch.Segundo Schelb, autor da ação inicial, proposta em maio de 1999, a sentença do juiz Rafael Paulo Soares afeta também o banqueiro Salvatore Cacciola, que terá seu sigilo bancário, fiscal e telefônico quebrado e seus bens tornados indisponíveis. "É uma sentença em processo cautelar, que identifica a absoluta irregularidade na ajuda ao Banco Marka", disse Schelb.O procurador disse que a diretora do BC só poderá recorrer da sentença, por meio de uma ação de efeito suspensivo, após se afastar do cargo. Schelb disse que a sentença é importante porque "fundamenta e sinaliza claras irregularidades na ajuda ao Banco Marka" que, na época, era de propriedade de Salvatore Cacciola.Ele informou que essa sentença do juiz federal garante a eficácia futura da ação principal, que investiga a prática de improbidade administrativa por parte dos então diretores e presidência do Banco Central no socorro financeiro prestado ao Banco Marka e FonteCindam, em janeiro de 1999.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.