Justiça adia despejo de índios de fazenda no MS

Uma decisão do Tribunal Regional Federal, com sede em São Paulo, adiou por mais 90 dias o despejo de 300 índios guarani-kaiowás da Fazenda Fronteira, situada em Antônio João, na divisa com o Paraguai. Agentes federais e policiais militares teriam que retirar os índios do local hoje, de acordo com determinação da Justiça Federal. Entretanto a disposição de suicídio coletivo e informações de que existem vários galões de herbicidas no acampamento dos invasores, que eles usariam como veneno, foi alegada em recurso impetrado pela Delegacia Regional da Funai (Fundação Nacional do Índio), e aconteceu outro adiamento do despejo.É quinta vez este ano, que a reintegração de posse da Fazenda Fronteira fica adiada. A propriedade rural pertence ao prefeito daquele município, Dácio Queiroz, desde 1950 quando fez a escritura definitiva do imóvel. A invasão aconteceu em 1998, quando antropólogos da Funai confirmaram a descoberta de vestígios que indicariam antigos cemitérios indígenas, que caracterizariam o lugar como terras indígenas. Baseados nesse levantamento, advogados da Funai impetram mandado de segurança, reivindicando a área para os índios e aguardam decisão do Supremo Tribunal de Justiça.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.