Justiça abre processo para investigar ex-prefeito de Campinas e esposa

Dr. Hélio e Rosely Nassim Santos não teriam declarado ao IR a propriedade de duas empresas rurais ativas

Tatiana Fávaro, de O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2011 | 19h07

CAMPINAS - O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas, Mauro Fukumoto, aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público e abriu nesta quinta-feira, 22, processo para investigar o ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) e sua mulher e ex-chefe de Gabinete, Rosely Nassim Santos, por suposto crime de improbidade administrativa.

 

A Promotoria da Cidadania apontou à Justiça que Santos não declarou propriedade de duas empresas rurais ativas, uma localizada em Sousas, distrito de Campinas, e outra em Mogi Mirim, na região. De acordo com informações da Receita Federal, uma das empresas seria de criação de gado de corte e a outra, do ramo agrícola. As propriedades são usadas para lazer pela família do ex-prefeito. Os promotores apontam que por terem CNPJ e por haver criação de animais as empresas deveriam ter sido declaradas.

 

O advogado Alberto Rollo, da equipe de defesa de Hélio de Oliveira Santos, disse que as propriedades estão na declaração de bens do ex-prefeito e recolhem os impostos rurais devidamente. "Isso (o processo) é uma grande bobagem, porque foram comprados dois imóveis rurais, fizeram parte da declaração de Imposto de Renda. Foi constituído CNPJ, que é só um rótulo sobre a propriedade, mas não muda seu valor", afirmou Rollo. "Além disso a compra dos imóveis também foi declarada à Justiça Eleitoral e não tem nada escondido."

 

A ex-primeira dama Rosely consta da ação porque não teria, segundo a Promotoria, declarado propriedade da Solução Transporte e Logística enquanto ocupou cargo público. Rosely é acusada, em processo paralelo, dos supostos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e fraudes em licitações e apontada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público como centro de suposta organização criminosa que teria desviado recursos da Sanasa, a empresa de saneamento de Campinas.

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