Justiça abre processo contra 13 acusados no caso BNDES

Investigados pela Operação Santa Tereza são acusados, entre outras coisas, de fraudes em financiamentos

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

02 de maio de 2008 | 22h48

Treze pessoas investigadas pela Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, que investiga prostituição, tráfico de pessoas, fraudes em financiamentos do BNDES e lavagem de dinheiro, serão processadas, segundo informações do Ministério Público Federal. Uma parte do grupo é acusada de pertencer a um esquema montado para fraudar empréstimos do BNDES, e outra responderá pela exploração da prostituição e tráfico de mulheres. Veja também:Especial: as ações da Polícia Federal no governo Lula A denúncia do MPF foi aceita nesta sexta-feira, 2, pelo juiz substituto Márcio Ferro Catapani, da 2ª Vara Federal Criminal de São Paulo, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro, que abriu o processo.  O juiz acolheu em parte a manifestação da procuradora da República Adriana Scordamaglia, responsável pelo caso, e decretou a prisão preventiva de três dos acusados, José Carlos Guerreiro, Marcos Vieira Mantovani e João Pedro de Moura, mas negou o pedido de prisão contra o advogado Ricardo Tosto, conselheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, solto no último dia 26 de abril, durante o plantão judiciário.  O réu Manuel Fernandes Bastos Filho, dono da casa de prostituição WE e articulador do esquema de mascaramento das fraudes nos financiamentos, já teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal de ofício, em virtude de não ter sido encontrado. Ele está foragido. O MPF requereu também a remessa da cópia integral dos autos ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região e ao Supremo Tribunal Federal, "por haver, até o momento, apenas suspeitas do envolvimento do prefeito da Praia Grande Alberto Mourão e do deputado Federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, nos crimes retratados na denúncia". Mourão e Paulinho são autoridades que gozam de foro privilegiado, mas ambos são citados pelos réus em várias conversas interceptadas.

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