Juristas avaliam que reeleição de Garibaldi é ilegal, diz Lula

Ao comentar a sucessão no Congresso, presidente disse achar que jogo estava definido com Tião e Temer

Agência Brasil

19 de dezembro de 2008 | 16h07

Ao comentar nesta sexta-feira, 19, a disputa pelas presidências do Senado e da Câmara, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que se houver pulverização, com o surgimento de muitos candidatos, há o risco de se "incorrer em erros". Lula revelou também que juristas com os quais tem conversado consideram que, do ponto de vista legal, o presidente do Senado, Garibaldo Alves Filho (PMDB-RN), não pode ser reeleito. "Se pulverizarmos demais, complicamos a política", afirmou ele, durante o tradicional café da manhã de final de ano com jornalistas. O presidente disse também que espera não incorrer em erros do passado, lembrando o caso da eleição do deputado Severino Cavalcanti à presidência da Câmara,  que renunciou acusado no "mensalinho".  Ao iniciar o assunto, Lula disse que acreditava que "o jogo já estava definido", com as candidaturas iniciais de Tião Viana (PT-AC) e Michel Temer (PMDB-SP). "Todos iríamos ganhar com isso", comentou. O presidente fez a ressalva de que, do ponto de vista democrático, todos podem se lançar candidatos, mas observou que "o eleito tem que ter a respeitabilidade dos membros que vai liderar".  Três deputados estão na disputa pelo comando da Câmara: Michel Temer (PMDB-SP), Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Ciro Nogueira (PP-PI). No Senado, há dois postulantes à presidência: Tião Viana (PT-AC) e Garibaldi Alves (PMDB-RN).

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