TJ AL/Divulgação
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Júri ouve 1ª testemunha sobre morte de PC Farias

Julgamento dos quatro policiais suspeitos de envolvimento no crime, ocorrido há 17 anos, começou na tarde desta segunda-feira

atualizado às 18h16, Carlos Nealdo - Especial para O Estado

06 de maio de 2013 | 17h21

MACEIÓ - Começou na tarde desta segunda-feira, 6, o julgamento dos quatro policiais militares acusados de envolvimento nas mortes de Paulo César Farias e de sua namorada, Suzana Marcolino, em junho de 1996. A primeira testemunha ouvida foi o jardineiro Leonino Tenório Carvalho, que trabalhava na casa onde as mortes ocorreram. O julgamento começou por volta das 15h, uma hora após o início previsto.

 

Cinco homens e duas mulheres foram sorteados para compor o corpo de jurados. O primeiro depoimento esperado era o da ex-mulher do jardineiro, Marize Vieira de Carvalho, que também trabalhava na casa, localizada na praia de Guaxuma, litoral norte da capital alagoana. Mas, segundo o advogado José Fragoso Cavalcante, responsável pela defesa dos acusados, Marize não participará do julgamento por estar hospitalizada.

 

Leonino Tenório Carvalho limpou o quarto onde ocorreram as mortes. O jardineiro também ateou fogo no colchão onde foram encontrados os corpos. "A ideia [de atear fogo no colchão] foi minha, porque pensei que não iria incomodar mais", alegou o jardineiro, diante dos jurados. "Todo bagulho que não tem mais utilidade a gente joga fora", explicou.

 

São réus do caso os policiais Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva, ambos acusados pelo Ministério Público do Estado (MPE) de participação nas mortes do casal e de omissão, já que trabalhavam como seguranças de PC Farias e não impediram os crimes.

 

O crime. O casal foi morto a tiros. Na ocasião, os primeiros exames periciais indicavam um crime passional. Suzana teria assassinado PC Farias por ciúmes e depois cometido suicídio. A tese é sustentada pela defesa dos policiais. Perícias realizadas depois, no entanto, confrontaram essa versão e a Promotoria investigou o caso como "queima de arquivo", em razão dos processos ligados ao empresário. O irmão de PC, o então deputado Augusto Farias, chegou a ser alvo de inquérito, apontado como mandante do crime, mas a investigação contra ele foi arquivada em 2002.

O promotor Marcos Louzinho disse estar preparado para desmontar a tese de que Suzana teria assassinado PC e, em seguida, se suicidado. “Esta promotoria criminal convocou cinco testemunhas e dois peritos. É a quantidade de pessoas suficientes para comprovar que não houve a prática de um assassinato e, depois, um suicídio”, destaca Louzinho.

Paulo César Farias ficou conhecido como o tesoureiro de campanha do então candidato Fernando Collor à presidência da República. Em novembro de 1993, PC Farias - que teve a prisão preventiva decretada por crime de sonegação fiscal -, foi preso na Tailândia, para onde fugira, e transferido para o Brasil. Condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a sete anos de prisão, o empresário acabaria cumprindo parte da pena no quartel do Corpo de Bombeiros de Maceió, até ganhar a liberdade condicional. O duplo assassinato ocorreria seis meses após o empresário sair da prisão.

 

Com informações da Agência Brasil

 

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