Junto com Lacerda, governo exonera parte da cúpula da Abin

Diário Oficial publicou a exoneração de José Milton Campana, então diretor-geral adjunto da Agência

Reuters,

30 de dezembro de 2008 | 15h37

Na esteira do anúncio da demissão do ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Paulo Lacerda, o governo exonerou outros integrantes da cúpula da instituição.   Veja também: Agente da Abin admite ter coordenado grupo na Satiagraha Abin vai participar de perícia de documentos apreendidos Justiça condena Dantas a dez anos, mas sem prisão imediata A íntegra da nota da defesa de Dantas  Ao condenar Dantas, juiz aproveita para se defender e cita STF Leia a íntegra da decisão do juiz De Sanctis  Pela 2ª vez, CNJ adia julgamento do juiz do caso Dantas As fases da Operação Satiagraha: o que mudou e o que fica igual As prisões de Daniel Dantas  Os alvos da Operação Satiagraha    Além de Lacerda, que será adido policial da embaixada brasileira em Portugal, uma edição extraordinária do Diário Oficial da segunda-feira publicou a exoneração de José Milton Campana, então diretor-geral adjunto da Abin.   Na edição desta terça-feira, 30, o Diário Oficial revelou que também deixaram a agência Renato Halfen da Porciúncula, até então assessor especial de Lacerda, e Paulo Maurício Fortunado Pinto, que comandava a diretoria do Departamento de Contra-Inteligência da Abin.   Wilson Roberto Trezza, que ocupa interinamente a diretoria-geral do órgão, também fez algumas alterações no quadro de funcionários da agência, as quais não são detalhadas pelo Diário Oficial por motivos de segurança nacional.   Lacerda estava afastado da Abin desde setembro, quando toda a cúpula do órgão foi afastada depois da denúncia de que vários agentes participaram sem autorização da Operação Satiagraha, da Policia Federal. Antes da Abin, Lacerda fora diretor-geral da PF. A situação de Lacerda ficou mais frágil após denúncia de que a Abin teria grampeado o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, ministros e políticos do governo e da oposição.   As suspeitas surgiram no rastro da Operação Satiagraha, que levou à prisão o banqueiro Daniel Dantas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas. Os três já foram soltos por habeas corpus concedidos pelo presidente do STF.   A participação de agentes da Abin na operação gerou críticas à investigação e uma crise entre as cúpulas da Abin e da PF e do Judiciário e do Executivo. No dia 19, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, a quem a Abin está subordinada, arquivou sindicância sobre a participação de agentes da instituição na Operação Satiagraha. O órgão concluiu que integrantes da agência não realizaram escutas telefônicas. No entanto, um inquérito da PF ainda apura o caso.   (Reportagem de Fernando Exman)

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