Junta médica que avaliou Genoino deixa hospital sem dar informações

Análise da saúde do deputado foi solicitada por Barbosa, que quer saber se condenado do mensalão tem condições de cumprir pena na penitenciária

Ricardo Della Coletta, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2013 | 18h09

BRASÍLIA - A junta médica responsável por analisar o estado de saúde do deputado federal licenciado José Genoino, do PT de São Paulo, deixou por volta das 16h30 o Instituto de Cardiologia, em Brasília, onde o parlamentar está internado na ala de emergência. Os médicos não falaram com a imprensa, mas um boletim sobre as condições de saúde do petista deve ser divulgado ainda esta tarde.

A análise do quadro de saúde do deputado condenado no processo do mensalão foi solicitada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que quer saber se Genoino tem condições de cumprir sua pena na penitenciária ou se deverá ser encaminhado para o regime de prisão domiciliar.

A junta médica é formada por cinco profissionais indicados pela Universidade de Brasília (UnB) e é presidida pelo professor titular de cardiologia, Luiz Fernando Junqueira Júnior. O resultado da análise deverá ser encaminhado à Justiça.

Depois da avaliação, Genoino recebeu a visita de seu suplente, o deputado Renato Simões (PT-SP). O suplente disse que Genoino "demonstrou um ânimo melhor" do que no último encontro dos dois, na quarta-feira, quando o ex-presidente do PT ainda estava na Penitenciária da Papuda.

Simões destacou, no entanto, que Genoino tem "problemas cardíacos gravíssimos" e que é necessário acompanhamento médico permanente para analisar suas condições sanguíneas. "É necessário monitorar de forma quase que permanente as suas condições sanguíneas, para adequar a cada mudança na densidade do sangue a dieta e a dosagem de medicamento". Ainda segundo Simões, esse acompanhamento é feito pela família de Genoino e, quando necessário, o petista é encaminhado a uma unidade de saúde.

De acordo o deputado, esse tipo de cuidado não pode ser feito na prisão. "Na prisão esse acompanhamento não será possível", argumentou. Genoino, segundo seu suplente, está "confiante" que a junta médica que o avaliou hoje comprovará a necessidade que ele fique em prisão domiciliar. Simões disse também que Genoino ficou "bastante satisfeito" com a análise feita pela junta médica e relatou ter sido muito bem tratado.

Tudo o que sabemos sobre:
mensalão

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.