Jungmann nega gasto irregular como ministro de FHC

Deputado revelou, em documentação, que despesas com massagem foram feitas porque 'ele estava com dores'

EUGÊNIA LOPES, Agencia Estado

04 de abril de 2008 | 12h36

O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) negou qualquer irregularidade nos gastos que fez como ministro da Reforma Agrária no governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), de abril de 1996 a abril de 2002, cuja documentação apresentou nesta sexta-feira, 4. O deputado alegou que uma despesa de R$ 60, referente a uma massagem em um hotel do Rio de Janeiro, foi feita porque estava com dores nas costas. Gastos com diárias em hotel no Recife, onde Jungmann mora, foram justificados por ele pelo fato de, na época, possuir residência apenas em Brasília, o que o forçaria a ficar em hotel todas as vezes em que ia ao Recife.   Veja Também:   Dilma volta à berlinda no caso dossiê FHC e cancela agenda 'Mentira tem perna curta' e Dilma será convocada, diz Virgílio Álvaro Dias diz que tudo foi 'armado' Dossiê com dados do ex-presidente FHC  Entenda a crise dos cartões corporativos  Forúm: Quem ganha e quem perde com a CPI? Oposição vai questionar Dilma sobre dossiê contra FHC em comissão Garibaldi lerá pedido que cria CPI no Senado  Jungmann voltou a propor que, a exemplo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorize a divulgação dos seus gastos. "Até agora, o ex-presidente Fernando Henrique e Ruth Cardoso são os únicos expostos. O presidente Lula, no episódio dos cartões corporativos, está moralmente derrotado", declarou o deputado pernambucano. Jungmann havia prometido ontem que tornaria públicos "todos os dados das contas tipo ''B''" que manteve durante o tempo em que ocupou o cargo.)

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