Jungmann diz que MST enfrenta rejeição

Pesquisa realizada pela Vox Populi nos dias 11 e 12 apontam um processo crescente de rejeição do Movimento dos Sem-Terra pela população. A informação foi dada pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann. Segundo o ministro, o resultado da pesquisa será divulgado em breve. Mas ele antecipou que a rejeição é maior nas classes C e D e que, de 1997 para cá, de cada três brasileiros que apoiavam o MST, dois já não apoiam mais. O ministro afirmou que o MST, que enfrenta desgaste pelos seus ?métodos radicais?, vai perder a legitimidade e o credenciamento com o resultado de auditorias que irão mostrar que, em todo o Brasil, as cooperativas ligadas ao movimento desviam recursos de créditos para a burocracia e manutenção do que ele chamou de "Partido do MST?. Segundo ele, três auditorias que foram fechadas em Pernambuco (ele não citou as cooperativas) apontam um desvio de cerca de R$ 1 milhão. Jungmann frisou que a esquerda vai ser cobrada, nas eleições de 2002, por não condenar publicamente os radicalismos do MST. "A esquerda adotou uma postura deseducativa quando não chamou o MST à razão em relação à radicalização", afirmou ele, dizendo não ter sido por acaso que o PT se desvinculou do movimento. Ele disse que segmentos do PT ou da Igreja ainda podem estar próximos do movimento, mas a tendência de afastamento é "inexorável e irreversível".

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