Jungmann diz que denúncia é ´estranha´ e provará inocência

O deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) disse nesta quinta-feira achar "estranho" que a denúncia contra ele - por suposto desvio de recursos públicos quando ministro do Desenvolvimento Agrário - tenha surgido justamente no momento em que ele lidera uma campanha pelo lançamento de um candidato de terceira via para presidência da Câmara contra as candidaturas governistas dos deputados Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Arlindo Chinaglia (PR-SP). O objetivo da candidatura é "assegurar integridade e moralidade" à Casa. Segundo Jungmann, os autores da denúncia "vão quebrar a cara" se têm o objetivo de enfraquecer a campanha. A denúncia foi feita pela Procuradoria da República no Distrito Federal. "Acredito no Ministério Público e na Justiça do meu País e, como homem público, cabe a mim esclarecer e provar minha inocência, o que farei", declarou o deputado. Ele disse que após ter acesso aos autos da denúncia e dará nova entrevista à imprensa nesta sexta-feira para demonstrar a improcedência da ação. Além de Jungmann, a Procuradoria denunciou outras oito pessoas e três empresas de comunicação. O grupo é acusado de participar de um esquema de desvio de recursos públicos para pagamento de contratos de publicidade no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) durante o segundo mandato do então presidente Fernando Henrique Cardoso, entre 1998 e 2002, quuando Jungmann era ministro.

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