Jungmann critica CPT e CNBB

A participação da Comissão Pastoral da Terra (CPT) no protesto do MST que levou à depredação da Usina Aliança, no município de Aliança (PE), na terça-feira, levou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, a fazer críticas à Comissão Pastoral e à própria CNBB. Sobre a CPT, Jungmann declarou que a atuação da pastoral no episódio "tem pouco a ver com a doutrina social da Igreja". "Eu me pergunto se a violência faz parte do ideário da CPT e da CNBB", disse também o ministro. O presidente da CPT, dom Tomás Balduíno, disse que não aceita o "julgamento antecipado" do ministro Jungmann. "É necessário ter um posicionamento da Justiça, que tem de ouvir os envolvidos." Dom Tomás deixou claro que a CPT vai assumir as responsabilidades, se a entidade for culpada pelos resultados do protesto. "A CPT não vai tirar o corpo fora, e nem jogar os trabalhadores no fogo." O bispo reagiu indignado às declarações do ministro sobre o cumprimento da doutrina social da Igreja. "Sabemos muito bem a doutrina social da Igreja, e nos pautamos por ela." O secretário-Geral da CNBB, dom Raymundo Damasceno, foi informado sobre as declarações do ministro, mas disse que o assunto será analisado internamente, para posterior avaliação e resposta. "Vamos avaliar se o ministro ofendeu a CNBB."

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