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Julgamento do caso Celso Daniel começa com testemunhas da defesa

Cinco réus serão julgados pelo assassinato do prefeito de Santo André em janeiro de 2002

estadão.com.br

09 de maio de 2012 | 15h37

Começa nesta quinta-feira, 10, no Fórum de Itapecerica da Serra, o julgamento de cinco acusados de participação no assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), morto em janeiro de 2002 por supostamente tentar impedir as ações de um esquema de corrupção na cidade do ABC Paulista. A previsão é que o julgamento dure dois dias.

 

Serão ouvidas 13 testemunhas, todas de defesa - entre elas, dois delegados da Polícia Civil, de acordo com informações da assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O órgão, porém, não divulgou o número das testemunhas da promotoria, liderada por Márcio Augusto Friggi de Carvalho.

 

A sessão será presidida pelo juiz Antonio Augusto Galvão de França Hristov no fórum de Itapecerica da Serra, na Granda São Paulo, e tem início às 9h30. O TJ-SP informou que acompanhará as sessões por meio de sua conta no Twitter (@TJSPoficial).

 

Os cinco réus são Itamar Messias dos Santos Filho, Ivan Rodrigues da Silva, Rodolfo Rodrigo dos Santos Oliveira, José Edison da Silva e Elcyd Oliveira Brito. Os três primeiros estão presos devido aos crimes relacionados à morte de Celso Daniel.

 

Os dois últimos também são acusados de envolvimento no assassinato do prefeito de Santo André, mas foram beneficiados por um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF). Estão, entretanto, presos por causa de outros processos.

 

Outros réus

 

Os cinco acusados têm seus processos vinculados, mas o caso do assassinato cometido há dez anos tem ainda dois outros réus - o empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, e Marcos Roberto Bispo dos Santos.

 

Sombra, que beneficiado por um habeas corpus responde em liberdade, teve seu indiciamento desvinculado dos demais. Ele entrou com recurso no TJ para não responder por participação no crime, que foi negado, e agora aguarda a convocação para o julgamento.

 

Já Bispo dos Santos foi o único condenado até agora. Em novembro de 2010, Santos foi sentenciado a 18 anos de prisão. O promotor do caso foi Francisco Cembranelli, que também ficou responsável pela acusação no caso de Isabella Nardoni. Segundo ele, Bispo dirigiu a perua Blazer usada para levar Celso Daniel ao cativeiro.

 

Cembranelli convenceu os jurados de que o petista foi vítima de crime encomendado - o prefeito teria decidido dar um fim em suposto esquema de corrupção em sua administração. Segundo o promotor, parte do dinheiro público desviado por meio de licitações fraudulentas era destinada ao caixa de campanha do PT, incluindo o que elegeu o presidente Lula, em 2002.

 

Motivações

 

Celso Daniel foi sequestrado no dia 18 de janeiro de 2002, quando saía de um jantar com Sombra, seu amigo. O empresário não foi levado pelos bandidos. O prefeito foi executado a tiros e por engano, de acordo com o inquérito da Delegacia da Divisão de Homicídios do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluído em abril do mesmo ano.

 

Mas para o Ministério Público Estadual, que pediu a reabertura do inquérito, a morte teve outra motivação. Segundo o órgão, Sombra integrava um esquema de corrupção na Prefeitura de Santo André e teria contratado os seis réus para matar o prefeito, que teria descoberto as atividades.

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