Julgamento do caso Cachoeira deve levar 1 mês

O julgamento de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e outros sete réus da operação Monte Carlo só deve ser concluído em 30 dias. A informação é do juiz federal Alderico Santos, responsável pela instrução do processo. Depois de ouvir as testemunhas e os réus, o magistrado ainda vai conceder prazo de 10 dias para as alegações finais.

ALANA RIZZO, Agência Estado

25 de julho de 2012 | 13h33

Alderico Santos abriu o segundo dia de audiência pedindo celeridade. Nessa terça, 24, apenas duas das 14 testemunhas arroladas foram ouvidas. "Quem atrasa julgamento só favorece a imprensa", disse o magistrado. "É de minha natureza fazer julgamentos rápidos." O juiz ressaltou que não cede aos apelos da opinião pública. "Separo a pessoa jurídica da pessoa física. Decido de acordo com a minha consciência."

Santos solicitou aos advogados de defesa que analisassem a necessidade de ouvir todas as testemunhas de abonação. "Você não precisa trazer alguém para dizer que é gente boa. A presunção da inocência é constitucional." Ney Telles, advogado de Wladimir Garcêz, decidiu dispensar cinco testemunhas de defesa.

Ainda não está confirmado se Cachoeira será ouvido nesta quarta-feira, 25, segundo dia de audiência. O contraventor chegou ao prédio onde é realizado ao julgamento por volta das 8h. Sua mulher, Andressa Mendonça, também acompanha os depoimentos.

Foro

Primeiro a depor nesta quarta, o agente da Polícia Federal Renato Peixoto destacou que não produziu qualquer relatório de encontros fortuitos. A defesa dos réus tenta anular as escutas telefônicas obtidas pela PF na operação Monte Carlo. Peixoto começou a trabalhar na operação Monte Carlo em marco de 2011 e era responsável por monitorar Cachoeira e Gleyb Ferreira.

Depois dele, começou a depor o agente da PF Daniel Guerra, última testemunha de acusação.

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