Julgamento do assassinato de missionário termina nesta quinta

O julgamento de Ronaldo Antônio Osmar, um dos acusados de matar o missionário jesuíta Vicente Cañas Costa, que vivia com o povo Enawenê-Nawê próximo ao município de Juína (MT), está previsto para terminar nesta quinta. No próximo dia 31, será a vez do pistoleiro José Vicente da Silva.Dos seis acusados pela morte do missionário, apenas dois enfrentam julgamento. O crime aconteceu há 19 anos e dois dos envolvidos já morreram: os fazendeiros Pedro Chiquetti e Camilo Carlos Obici.A acusação contra os outros dois está prescrita. O fazendeiro Antônio Mascarenhas Junqueira e o pistoleiro Martinez Abadio da Silva têm mais de 70 anos. AcusadoRonaldo era delegado de polícia de Juína na época do assassinato e foi o primeiro delegado da Polícia Civil responsável pelas investigações. Ele é acusado de intermediar a morte do missionário e está sendo julgado por homicídio duplamente qualificado, na Justiça Federal de Mato Grosso. Se for condenado, pode pegar de 12 a 30 anos de prisão. No início do julgamento, nesta terça, o procurador Mário Lúcio Avelar, responsável pela denúncia dos acusados, disse esperar que ?as pessoas responsáveis pelos crimes sejam punidas?. CrimeVicente Cañas foi morto a facadas em abril de 1987 por defender a demarcação da terra do povo Enawenê-Nawê. Seu corpo foi encontrado na porta do barraco em que morava 40 dias depois da morte. Ele viveu na região por dez anos e trabalhava pela saúde e pela terra dos índios.

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