Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Julgamento de Lula será 'norteador da eleição', diz Ciro

'Não é possível que o Brasil seja dividido entre coxinhas e mortadelas. O Brasil não cabe nessa miudice', disse o pré-candidato

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2017 | 20h24

RIO - O pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, disse nesta terça-feira, 12, que o resultado do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será "norteador da eleição". Para ele, Lula "é um personagem central" do processo político. O julgamento foi marcado pelo Tribunal Regional Federal 4a Região (TRF4) para o dia 24 de janeiro.

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Ciro disse que vai “virar o jogo e ganhar” e declarou que, atualmente, quer "ser ouvido como estudioso", inclusive pelos simpatizantes do PT e PSDB.

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"Não é possível que o Brasil seja dividido entre coxinhas e mortadelas. O Brasil não cabe nessa miudice", afirmou, ao participar de palestra na sede da Associação dos Empregados da Eletrobras (Aeel), no Centro do Rio.

Em sua opinião, o debate nacional apenas repete a divisão política paulista, marcada pela disputa entre os dois partidos.

"PSDB e PT se enfrentam há 24 anos. Os dois loteiam para roubar", disse, destacando que "Lula (PT) é pernambucano, porém, um político de São Paulo". Mais uma vez, Ciro defendeu que Lula abandone a disputa.

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O pedetista chegou a afirmar que é um "velho aliado do PT, um aliado de uma vida inteira" e lembrou que participou da fundação do PSDB. Acrescentou que as ferramentas usadas pelo ex-presidente Lula durante o seu governo já não servem para vencer a crise atual. E disse que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em impopularidade, só perde para o presidente Michel Temer, "porque aí é garapa (fácil)". 

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"Acredito que essa gente vai perder a eleição. Até o setor financeiro está vendo que tem alguma coisa errada. A resposta para o Brasil é um projeto nacional desenvolvimentista encantador", afirmou. Ciro disse que sua ideia é fundar uma "quinta República".

"Como o Padre Cícero, vamos dizer: quem matou não mate mais, quem roubou não roube mais e vamos começar do zero", brincou. Dentro do plano "nacional desenvolvimentista", prometeu retomar os ativos de pré-sal vendidos à iniciativa privada.

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