Julgamento atrasa; protesto reúne 70 pessoas

O julgamento do coronel Ubiratan Guimarães que comandou a invasão do presídio do Carandiru em outubro de 1992, marcado para começar às 10 horas de hoje, começou com mais de uma hora de atraso. Cento e onze presos foram mortos durante o massacre e o coronel é o primeiro dos 120 policiais envolvidos no caso a ir a julgamento. Entidades dos direitos humanos, inclusive da Anistia Internacional, e parentes das vítimas realizam um protesto na porta do fórum Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista, usando palavras de ordem como "Contra a impunidade no Brasil" e "Pela punição dos policiais".Os manifestantes, cerca de 70 pessoas, que ocupam o estacionamento do fórum, carregam 111 cruzes que simbolizam os mortos. Segundo as primeiras informações, o julgamento deve ser um dos mais longos do País e deve durar de 15 a 20 dias.No início da sessão, presidida pela juíza Maria Cristina Cotrofe, no plenário 1, foram escolhidos os sete jurados. São cinco homens e duas mulheres. O advogado de defesa, Vicente Cascione, rejeitou três pessoas que haviam sido sorteadas. A juíza deu início ao interrogatório do coronel Ubiratan Guimarães. Na primeira pergunta, Guimarães negou ser o responsável pelo homicídio de 111 presos.

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