Juízes denunciam ameaças de morte a desembargadora

A Associação dos Magistrados do Acre (Asmac) denunciou que a desembargadora Denise Bonfim, relatora do processo que culminou com a Operação G-7, está sendo ameaçada de morte. O presidente da Asmac, Raimundo Nonato da Costa, falou ainda de um suposto "boato ouvido de dentro da penitenciária" onde estão 15 presos indiciados por fraude em licitação pública e formação de quadrilha de que "ela teria de ser eliminada".

ITAAN ARRUDA, ESPECIAL PARA A AE, Agência Estado

28 de maio de 2013 | 14h25

A associação informou o presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Acre, desembargador Roberto Barros. "Nós queremos deixar bem claro que esse tipo de intimidação, em nenhum momento, vai fazer qualquer juiz recuar ou deixar de cumprir o seu dever", afirmou Costa. "Nós damos total apoio ao trabalho da desembargadora."

O Supremo Tribunal Federal (STF) será informado sobre as ameaças que Denise recebe. "O ministro Joaquim Barbosa (presidente do STF) será informado e vamos pedir a intervenção dele aqui no Acre, se for o caso", adiantou o diretor de Comunicação da Asmac, Giordani Dourado. "Acreditamos que não chegará a esse ponto."

Líderes políticos do Estado têm feito reiteradas declarações públicas tentando relacionar a atuação dos magistrados com interesses político-partidários. Isso também foi rechaçado pelos representantes da associação. A assessoria do TJ não afirmou se haverá manifestação da presidência do TJ sobre o assunto.

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