Juízes deixam nas mãos do STF decisão sobre greve

Após uma reunião de cinco horas e meia (três horas e meia a mais do que o previsto), o presidente do Colégio de Presidentes de Tribunais de Justiça, desembargador aposentado José Fernandes Filho, e outros participantes evitaram se posicionar em relação à greve da categoria anunciada para agosto contra a reforma da Previdência e reafirmaram a confiança na mediação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Maurício Corrêa. Na sexta-feira, Corrêa fez pronunciamento pela TV Justiça apelando aos juízes para que não levem adiante a decisão de paralisar a Justiça e reafirmando a necessidade de prosseguimento do diálogo entre os três Poderes. Em nota divulgada após a reunião de hoje, os juízes-presidentes de Tribunais de Justiça afirmam que consideram legítimas as reinvindicações dos juízes estaduais, que querem ganhar 90,25% do que é pago a ministros do STF, e não os 70% previstos na reforma. Os juízes, que hoje entregarão cópia da nota ao ministro Maurício Corrêa, dizem lamentar que "a incompreensão do Executivo e o descumprimento da palavra solenemente empenhada tenham conduzido a classe a decidir por eventual paralisação, que nenhum magistrado deseja". Na nota, afirmam ainda que repudiam o que chamam de "intransigência de alguns governadores" por considerar que estes foram "os responsáveis primeiros pela violação do princípio de irredutibilidade dos vencimentos ao possibilitar que um juiz-substituto federal ganhe mais do que um desembargador". A reunião dos juízes foi realizada no Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

Agencia Estado,

28 de julho de 2003 | 18h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.