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Juízes de Minas ameaçam fazer greve contra reforma

A Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) divulgou nota hoje criticando o relatório da reforma da Previdência apresentado ontem pelo deputado José Pimentel (PT-CE). No comunicado, o presidente da Amagis, Doorgal Gustavo Borges de Andrada, afirma que, se aprovado, o parecer "quebra a harmonia necessária existente entre os três poderes e vem chamar o Judiciário a um confronto que poderia ser evitado". Ele classificou a proposta de "irresponsável, que, além de inconstitucional, sinaliza a vontade de ver um Judiciário enfraquecido e de pior qualidade, em prejuízo de toda a sociedade" . Andrada disse que a "magistratura mineira prepara-se para uma paralisação de protesto" e que os juízes do Estado seguirão a orientação da entidade nacional, que será tomada na próxima segunda-feira, em Brasília. O presidente da Amagis criticou a fixação do subteto dos desembargadores nos Estados em 75% da maior remuneração paga aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e não em 90,25% - proposta do Judiciário que o governo chegou a acolher. Segundo Andrada, "sob o aspecto legal, o subteto proposto não resiste a uma simples análise de constitucionalidade". De acordo com ele, a mudança fará com que, em Minas, o vencimento inicial de um juiz recém-concursado deverá cair para R$ 2.900,00, "tornando a Magistratura uma carreira sem maiores atrativos para os novos advogados, perdendo na sua qualidade, rapidez e segurança".

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