Juíza quebra sigilo bancário e fiscal de Waldomiro Diniz

A juíza 17.ª Vara Cível, Teresa de Andrade Castro Neves, em exercício na 6.ª Vara de Fazenda Pública, determinou no início da noite de hoje a quebra do sigilo bancário e fiscal do ex-assessor da Presidência da República Waldomiro Diniz e do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A partir de hoje, um oficial de Justiça deverá cumprir o mandado de quebra do sigilo, de fevereiro de 2001 a dezembro de 2002, período em que Waldomiro comandou a Loteria do Rio de Janeiro (Loterj). O pedido do MP havia sido feito com base em relatório apresentado na semana passada pela Procuradoria-Geral do Estado, após análise dos atos administrativos do ex-presidente da Loterj. Um promotor disse ontem ao Estado já ter ?provas? de que Waldomiro alterou um edital de licitação para a exploração de jogos no Estado. O objetivo seria favorecer Cachoeira. ?A quebra do sigilo é fundamental para pegar a quantidade de dinheiro que foi movimentada na época. Já solicitei à Secretaria de Administração o valor do salário que Waldomiro recebia na Loterj para saber se houve discrepância. Também será possível, em tese, saber para onde foi o dinheiro?, disse o promotor. De acordo com a investigação, Waldomiro encaminhou ofício ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) pedindo a alteração do edital em março de 2002, e a mudança foi efetivada.

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