Juíza pede segurança para julgar pedido contra MST

A juíza da 1ª Vara Cível de Porto Feliz, Daniela Bortoliero Ventrice, pediu designação de escolta pessoal para se manifestar sobre uma ação dereintegração de posse em que é requerido o despejo das 400 famílias integrantes doMovimento dos Sem-Terra (MST) que desde a última quinta-feira ocupam uma área pública no município.A ação, com pedido de liminar, foi protocolada no Fórum da Comarca pela procuradoria jurídica do Instituto de Terras do Estado de São Paulo(Itesp). A área invadida, com cerca de 15 hectares, fica na margem do quilômetro 99 daRodovia Castelo Branco.A diretoria da Vara informou que a juíza só vai baixar o processo com seu despacho depois que for providenciada a escolta. Há três anos, elafoi ameaçada por sem-terra depois de ter ordenado a prisão de um grupo que saqueou caminhões com alimentos na Rodovia Castelo Branco.Os militantes do MST, que, naquela ocasião, ocupavam a mesma gleba, chegaram a cercar o Fórum e ofender a juíza, usando um carro de som. Ela reside em Sorocaba e é obrigada a passardiariamente, de carro, pela pista ao lado do acampamento.Com o assassinato do juiz-corregedor de Presidente Prudente, José Antonio Machado Dias, o Tribunal de Justiça do Estado determinou que os juízes contem com proteção extra quando houverrisco à integridade física. As famílias, recrutadas pelo Movimento dos Sem-Terra (MST),já haviam sido despejadas, na semana passada, da Fazenda Santa Isabel, em Alambari.O pedido do novo despejo foi determinado pelo secretário Alexandre Moraes. O terrenoinvadido é área de reserva legal de um assentamento administrado pelo Itesp. A líderdos acampados, Maria Rodrigues, de 40 anos, disse que os sem-terra entraram na área por indicação dos técnicos do próprio Itesp e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). "Fizemos um acordo com eles para sair da Santa Isabel e vir para cá."

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