Juíza indefere quebra de sigilo de Jader

Os sigilos fiscal, bancário e telefônico do presidente licenciado do Senado, Jader Barbalho, de seus familiares e demais supostamente envolvidos no desvio de recursos do Banpará, não serão quebrados, pelo menos por enquanto, pela Justiça do Pará. A juíza Rosileide Barros, que responde pela 15ª Vara Cível de Belém, indeferiu um pedido nesse sentido formulado pelo advogado Paulo Lamarão, que move outros 16 processos contra Jader nos últimos 20 anos. Alegando que o processo ficou parado por longo tempo, a juíza entende que precisa analisar melhor o caso até se convencer ou não da necessidade de quebrar os sigilos do senador e de todos os envolvidos no desvio de R$ 10 milhões do banco em 1984. "Não vou e nem posso tomar uma decisão de afogadilho", justificou Rosileide Barros.Os promotores João Gualberto, Agar Jurema e Hamilton Salame ainda podem recorrer da decisão da juíza, que ontem concedeu habeas-data a Jader, determinando a entrega ao senador do relatório do Banco Central no qual ele é citado por suposto desvio de recursos do Banpará. Os três promotores estiveram reunidos hoje na sede do Ministério Público Estadual para avaliar a necessidade do recurso. Eles têm prazo de dez dias para entregar o relatório ao senador. Os advogados de Jader afirmam que o fato de os promotores estarem estudando a apresentação do recurso seria mais uma prova de que o senador nunca teve acesso aos documentos do BC para defender-se das acusações que lhes são feitas.

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