Juíza é condenada a 12 anos mas fica em liberdade

Acusada de desviar mais de R$ 3 milhões de 157 contas bancárias quando atuava como juíza entre os anos de 1995 e 2000, a desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça do Pará, Ana Teresa Murrieta, foi condenada nesta segunda-feira a 12 anos e nove meses de prisão em regime fechado pelo crime de peculato. Esse tipo de crime é o furto ou apropriação indébita praticado por funcionário público. O juiz Paulo Jussara, responsável pela condenação da desembargadora, levou em conta a condição de ré primária da acusada e ausência de antecedentes criminais para concluir que ela deve aguardar em liberdade o trânsito em julgado da sentença. A defesa de Murrieta ainda tentou inocentá-la, alegando que ela sofre de distúrbios psicológicos, mas exame feito por uma psiquiatra do Centro de Perícias Renato Chaves provou o contrário. De acordo com o laudo, a desembargadora é "capaz de entender o caráter delituoso de seus atos e discernir o alcance de suas ações".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.