Juíza determima desocupação da Fazenda Dadu

A juíza Ana Lúcia Graça Aiello concedeu liminar determinando a desocupação da Fazenda Dadu, em Borebi, no centro-oeste do Estado de São Paulo, invadida na manhã desta sexta-feira por cerca de 300 integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST). Os proprietários registraram a invasão na Delegacia de Polícia local e entraram com pedido de reintegração de posse no fórum da Comarca, em Lençóis Paulista.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

02 de agosto de 2013 | 19h17

O grupo de invasores é o mesmo que, até o final da tarde de quinta-feira, 1º, ocupava a Fazenda Santo Henrique, da Cutrale, no mesmo município. Os sem-terra, despejados por ordem judicial, passaram a noite num assentamento da região.

A juíza autorizou a requisição de força policial para o cumprimento imediato da medida. Um oficial de Justiça, acompanhado por viaturas da Polícia Militar, notificou as lideranças do movimento no início da noite. Em razão do horário, os sem-terra negociaram prazo para deixar a propriedade. A desocupação deve começar na manhã deste sábado, 3.

O advogado dos donos da Dadu, Roberto Vassoler, disse que a área fica fora do perímetro em que foi instalado o Núcleo Monções e está regularizada. A mesma fazenda já havia sido invadida duas vezes por integrantes do MST desde 2010. A coordenação do MST informou que o movimento vai continuar pressionando para que o governo identifique e retome as terras públicas da região, para que sejam usadas na reforma agrária.

De acordo com Kelli Mafort, da coordenação nacional do MST, a ocupação visa a pressionar para que o processo de resgate das terras públicas da região para a reforma agrária tenha continuidade. De acordo com o MST, a Fazenda Dadu, usada em um projeto de reflorestamento, faz parte de um antigo projeto de colonização federal, o Núcleo Colonial Monções, e foi ocupada indevidamente.

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