Juíza adia julgamento de massacre de Eldorado

O julgamento dos 150 policiais militares envolvidos no processo do massacre de Eldorado dos Carajás não terá mais seu começo no dia 18 próximo e final em 2 de julho, como havia programado a juíza Eva do Amaral Coelho. As novas datas, segundo ela, deverão ser anunciadas em "época oportuna". Desta vez, o adiamento decorre de ordem da juíza para a realização de perícia na fita com imagens do episódio no qual 19 trabalhadores rurais sem-terra foram mortos, e outros 66 saíram feridos. O trabalho será realizado no Instituto de Criminalística Renato Chaves, em Belém, pelos peritos Joaquim Batista de Araújo e Orlando Salgado Gouveia. Na semana passada, Eva Coelho indeferiu pedido do promotor Marco Aurélio do Nascimento, responsável pela acusação aos 150 militares, para anexar ao processo um laudo dos peritos da Unicamp, Ricardo Molina de Figueiredo e Donato Pasqual Júnior, cujo resultado revelou que foram os policiais militares quem atiraram primeiro nos sem-terra, e não o contrário, como sempre alegou a defesa dos acusados. Nascimento informou que deu entrada em um pedido de correição parcial no despacho da juíza, para que o laudo da Unicamp seja incluído no processo. "Eu não sou contra a determinação de fazer a perícia em Belém, mas já existe um laudo com imagens digitalizadas da fita gravada pelo cinegrafista que filmou o massacre", justificou o promotor.

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