Juiz rejeita prisão preventiva de acusados da Operação Vampiro

O juiz Cloves Barbosa Siqueira, da 10ª Vara Federal deBrasília, rejeitou na noite desta sexta-feira o pedido da Polícia Federal e do Ministério Público Federal para que fosse decretada a prisão preventiva de 11 suspeitos de cometerem irregularidades no Ministério da Saúde. Com a decisão, os investigados pela Operação Vampiro, presos há dez dias, podem ser soltos nas próximas horas. A decisão de Siqueira beneficia Eduardo Passos Pedrosa, Romeu deAmorim, Mário Machado da Silva, André Ferreira Murgel, Armando GarciaCoelho, Luiz Cláudio Gomes da Silva, Manoel Pereira Braga Neto, MarceloPupkin Pitta, Elias Espiridião Abboadalla, Laerte de Arruda CorreaJúnior e Francisco Danúbio Honorato. Eles estavam detidos sob ordem de prisão temporária, cujo prazo acaba à meia-noite. Em princípio, uma prisão preventiva não tem prazo certo para acabar.Por isso, o juiz resolveu não decretá-la, para que não acabasseservindo como antecipação do cumprimento de pena. Agentes da Polícia Federal e integrantes do Ministério Público Federalresponsáveis pela Operação Vampiro continuarão a investigar asdenúncias de irregularidades ocorridas na Saúde com desvios dehemoderivados, preservativos, insulina etc. O inquérito prosseguirá,mas em caráter sigiloso. Ao rejeitar o pedido de prisão preventiva, ojuiz Siqueira concluiu que não estavam presentes os pressupostosnecessários para decretar essa medida restritiva. Pela legislaçãobrasileira, a Justiça deve decretar esse tipo de prisão quando existira possibilidade de o investigado atrapalhar as apurações e quandohouver risco de fuga ou de prática de novos delitos. Os investigados pela Operação Vampiro já foram ouvidos, seus bensestão indisponíveis, e os servidores suspeitos foram afastados,comentou uma fonte ao explicar as razões do juiz para concluir que aprisão preventiva é desnecessária.

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