Juiz quebra sigilo fiscal e bancário da Bancoop

O juiz da 6.ª Vara Federal Criminal em São Paulo, Fausto Martin De Sanctis, determinou a quebra do sigilo fiscal e bancário da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) e do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC Bancoop 1), que tinha como cotistas os fundos de pensão da Petrobras (Petros), e do Banco do Brasil (Previ).

AE, Agência Estado

21 de abril de 2010 | 10h27

A medida, fruto de um inquérito que corre em segredo de Justiça, foi solicitada pela Polícia Federal em uma investigação na sobre eventuais atos de gestão fraudulenta da carteira. A Bancoop também responde a inquérito no Ministério Público Estadual, que apura acusações de destinação de recursos para campanhas eleitorais de candidatos petistas. O tesoureiro do PT e ex-presidente da Bancoop, João Vaccari Neto, deve ser ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs no Senado e em uma CPI estadual que investigam o caso. A decisão de De Sanctis saiu no dia 9 deste mês. O juiz não quis comentar sua decisão.

A investigação da PF sobre o FIDC Bancoop 1 se iniciou em 2008, após a compra de cotas pelos fundos de pensão das estatais. O advogado da Bancoop, Pedro Dallari, afirmou que a entidade está "absolutamente tranquila" com a quebra de sigilo. "A Bancoop vem sendo auditada há dois anos por auditora independente, o fundo é fiscalizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a mesma medida foi tomada há dois anos pela Justiça estadual, que não constatou nenhum problema", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Correção

Texto atualizado às 16h32 para correção. O juiz Fausto Martin De Sanctis é titular da 6.ª Vara Federal Criminal e não da 6ª Vara da Fazenda Pública, como publicado anteriormente

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