Juiz passa domingo 'providenciando' a execução das penas dos condenados

'É muita coisa', diz Ademar Silva de Vasconcelos, que ainda não recebeu pedido do Supremo; nove condenados passaram a noite na Papuda e duas, na superintendência da PF

Célia Froufe e Lisandra Paraguassu, O Estado de S. Paulo

17 de novembro de 2013 | 15h39

BRASÍLIA - O juiz da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça Distrito Federal e Territórios, Ademar Silva de Vasconcelos, passa este domingo trabalhando sobre os 269 volumes de processo do julgamento do mensalão. "Estou tentando providenciar a execução das penas dos condenados", afirmou nesta tarde ao Broadcast. Para tentar adiantar o trabalho no tempo mais curto possível, o juiz convidou parte de sua equipe para auxiliá-lo. "Mas, talvez, nem amanhã (segunda) esteja pronto. É muita coisa", afirmou.

Os condenados que chegaram na noite de sábado, 16, a Brasília foram encaminhados para a penitenciária da Papuda ou estão sob a custódia da Polícia Federal, no prédio da Superintendência do órgão. São eles: José Dirceu, José Genoino, Marcos Valério, Cristiano Paz, Kátia Rabello, Ramon Hollerbach, Simone Vasconcelos, Romeu Queiroz e Roberto Salgado, que vieram de São Paulo e Minas Gerais, se uniram a Delúbio Soares e Jacinto Lamas, que se entregaram na capital federal. As mulheres passam o dia na Superintendência da PF em Brasília.

O grupo chegou por volta de 19h, em um avião da PF, e está à disposição de Vasconcelos até que a Justiça determine o local definitivo de cumprimento da pena. Até agora, no entanto, o juiz não recebeu nenhum pedido do Supremo Tribunal Federal. Parte dos presos, aqueles que cumprirão a pena em regime fechado, ficará na Papuda. Os condenados em regime semiaberto deverão ser levados para o Centro de Progressão Provisória (CPP), fora do complexo, em uma área mais central de Brasília.

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