Juiz Nicolau será transferido para o IPA de Bauru

O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, condenado a oito anos e seis meses de prisão por lavagem de dinheiro e tráfico de influência no caso do desvio de verbas da construção do prédio do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, será transferido durante a semana que entra da carceragem da Polícia Federal, no Bairro Higienópolis (São Paulo) para o Instituto Penal Agrícola (IPA) de Bauru. A decisão foi tomada ontem pelo secretário de Administração Penitenciária do Estado, Nagashi Furokawa, depois de analisar as condições dos dois presidios semi-abertos existentes no Estado, o de Bauru e o de São José do Rio Preto. Inicialmente pensava-se levá-lo para Rio Preto, a 441 quilômetros da Capital, mas no final a escolha foi Bauru, que se localiza a 355 quilômetros. A distância menor em relação à residência do sentenciado foi o ponto a influir na decisão, pois os dois presídios são muito parecidos.O Instituto Penal Agrícola de Bauru está localizado numa fazenda de 650 hectares onde, até os anos 50, funcionou uma escola agrícola e hoje, além do presídio semi-aberto também funcionam duas penitenciárias e está em construção com centro de detenção provisória. Abriga hoje 633 detentos distribuidos em oito alojamentos com capacidade de 80 sentenciados cada. Sem regalias - O diretor Gilberto de Assis Oliveira disse que Nicolau dos Santos Neto será recebido como qualquer outro condenado. Assim que chegar, passará pelo processo de inclusão, com a avaliação médica que, encontrando algum problema, o encaminhará para a enfermaria ou, se estiver íntegro, o liberará para o trabalho junto com os demais detentos. Liberado para o trabalho, passará a cumprir a rotina da casa, que obriga todos a trabalhar das 7h00 às 11 da das 12h30 às 16h00 nas atividades agrícolas ou na cozinha, padaria, lavanderia, fábrica de ração ou em outros setores que o estabelecimento necessite. A fazenda tem horta que produz mensalmente 6 mil quilos de alimento para consumo próprio e um rebanho com 450 bovinos e 250 suinos. Depois de terminada a jornada de trabalho, às 16 horas, os sentenciados são liberados para estudar, assistir televisão ou participar de atividades esportivas ou religiosas. No período enquanto trabalham, são vigiados por funcionários do presído e, depois do trabalho, ficam numa área cercada por alambrados. Às 22h00 todos vão dormir.

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