'Juiz não tem direito de antecipar voto', diz ministro

Alvo de uma intensa troca de mensagens por computador que abalaram a mais alta corte do País, o ministro Eros Roberto Grau, do Supremo Tribunal Federal (STF), nega que tenha antecipado seu voto sobre o mensalão. Repudia a insinuação de que teria comentado com a ministra Cármen Lucia que estava decidido, antes mesmo do início do julgamento, a rejeitar a denúncia contra os 40 acusados. ?A gente só atribui a outras pessoas o que é capaz de praticar.?Eros Grau afirma que jamais adiantou sua manifestação. ?Para mim isso é uma coisa inconcebível, é uma irresponsabilidade. O juiz não tem direito de antecipar o voto?, argumenta. ?Se o fizer, além de trair a si próprio, acaba se comprometendo com uma posição que, às vezes, não será a posição final dele. Para um juiz é coisa muito grave.?Ele repudia a sugestão de que tenha havido uma troca para escolha do substituto do ministro Sepúlveda Pertence, que pediu aposentadoria. O pacto teria sido mencionado pelo ministro Ricardo Lewandowski, em mensagem à ministra, enquanto transcorria a sessão de quarta-feira no STF: ?Isso só corrobora que houve uma troca?, escreveu Lewandowski. ?Só quem é capaz de trocar, naturalmente pensa nesses termos?, rebate Grau.

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