Juiz liberta maioria dos presos na Operação Titanic no ES

Medida solta filho de Ivo Cassol e Pedro Scopel, um dos donos da empresa que subfaturava veículos

Marcelo Auler, de O Estado de S.Paulo,

11 de abril de 2008 | 18h53

O juiz substituto da 1ª Vara Federal Criminal de Vitória, Pablo Gomes, não atendeu na totalidade aos pedidos da procuradoria da República no Estado e determinou a libertação da maioria dos envolvidos na Operação Titanic. Nesta sexta-feira, 11, o Ministério Público denunciou 21 acusados de participar do esquema de importação de veículos de luxo subfaturados, pediu a prisão preventiva de 7 deles por 30 dias e a renovação de prisão temporária de outros 6 por mais cinco dias.    Veja também: Procuradoria do ES denuncia 21 acusados na Operação Titanic Justiça revoga primeira prisão da Operação Titanic   O juiz colocou em liberdade o empresário Pedro Scopel - um dos donos da Tag Importação e Exportação de Veículos, através da qual eram feitas importações. Também foram beneficiados Ivo Júnior Cassol e Alessandro Cassol Zabott, filho e sobrinho do governador de Rondônia, Ivo Cassol. Os procuradores pleitearam a renovação da prisão temporária deles, por mais cinco dias.   Como nesta sexta-feira, 11, vencia o prazo da prisão temporária dos 16 evolvidos na Operação Titanic que permaneciam presos, o Ministério Público apresentou denúncia contra 21 pessoas, apenas pela formação de quadrilha. A denúncia por outros crimes como lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, corrupção ativa e passiva será apresentada depois, por aditamento. Dos denunciados nesta sexta, 15 se encontravam na custódia da Polícia Federal.   Outros cinco presos - um acusado ainda está foragido - que não entraram nesta denúncia de formação de quadrilha mas responderão por outros crimes, o MPF requereu a renovação da prisão temporária para evitar que interferissem nas investigações. Entre eles estão os dois parentes do governador.   Ao analisar a manifestação dos procuradores, o juiz só decretou a prisão preventiva, por 30 dias, de Adriano Scopel, apontado como chefe da quadrilha. Das demais solicitações, concordou em manter seis denunciados presos através da renovação da prisão temporária que vencerá dentro de cinco dias.   Com a decisão desta sexta-feira, permanecerão presos o ex-senador Mario Calixto Filho, que já cumpria prisão preventiva; Adriano Mariano Scopel, apontado como chefe da quadrilha, cuja prisão preventiva foi decretada nesta sexta; Aguilar de Jesus Bourguignon, economista, diretor operacional da Tag Importação de Exportação de Veículos, braço direito de Adriano; Charles Henrique Porto Santos, fiscal da Anvisa que mediante propina legalizava a importação fraudulenta de anabolizantes; Edcarlos Tibúrcio Pinheiro e Max Pimentel de Almeida Marçal, auditores da Receita Federal, respectivamente em Porto Velho e Vitória; e Rodolfo Bergo Legnaioli, despachante aduaneiro de Adriano Scopel; e Alessandro Stockl, assessor de Adriano.

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