Juiz exige retratação do MST por divulgação de manifesto

O juiz federal Wilson Pereira Júnior, de Jales (SP), exigiu hoje a retratação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) por causa do manifesto distribuído na semana passada, no qual o movimento acusa juízes de Jales e Araçatuba de nomear peritos suspeitos e atrasar a reforma agrária na divisa com de São Paulo com Mato Grosso do Sul. A exigência foi feita a 200 sem-terra que protestavam em frente do fórum de Jales pedindo agilidade no julgamento de desapropriação de áreas para reforma agrária. Sem-terra de dez acampamentos da região de Andradina iniciaram o protesto por volta das 10 horas, na praça em frente do prédio da Justiça Federal. Com carro de som, faixas e cartazes, líderes do MST discursaram, criticando as atuações do governo federal e da Justiça. "Nosso objetivo é sensibilizar o Judiciário sobre a necessidade de se fazer reforma agrária o mais rápido possível", disse Renee Parrem, líder do MST e um dos organizadores da manifestação. Por volta das 11horas, Pereira Júnior recebeu a comissão dos sem-terra. Em 1h30 de reunião, o juiz disse estranhar a manifestação porque nunca tinha se recusado receber os sem-terra. Pereira Júnior cancelou audiências que teria este mês, nos dias 15 e 19, com os sem-terra e afirmou que só os receberá novamente quando o MST fizer a retratação. No manifesto, o MST acusa os juízes de Jales e de Araçatuba de atrasar a reforma agrária ao nomear peritos suspeitos em ações que contestam laudos do Incra que consideraram 24 fazendas improdutivas na região.

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