Juiz do caso Dantas nega monitoramento de Mendes no STF

Em nota, De Sanctis diz que todas informações do caso foram obtidas com a 'devida autorização judicial'

Andréia Sadi, do estadao.com.br

11 de julho de 2008 | 15h37

O juiz  Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal, negou nesta sexta-feira, 11, que tenha pedido à Polícia Federal que monitorasse o gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. O juiz é o responsável pelos pedidos de prisão dos investigados na operação Satiagraha, da Polícia Federal - entre eles o banqueiro Daniel Dantas, do banco Opportunity, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o megainvestidor Naji Nahas.   Em nota, De Sanctis diz que "jamais foi proferida decisão emanada deste juízo autorizando o monitoramento de pessoas com prerrogativa de foro, como veiculado na matéria jornalística." Ele disse, no entanto, que se for identificado qualquer desvio da PF, ele tomará as "medidas competentes. "   Veja também: STF manda soltar Celso Pitta, Naji Nahas e mais nove Dantas ofereceu suborno de US$ 1 milhão para escapar da prisão, diz MP Leia a íntegra da decisão do STF que manda soltar Dantas  STF manda soltar Daniel Dantas e mais 10 presos da Satiagraha Beneficiado por habeas-corpus, Daniel Dantas deixa sede da PF Opine sobre a decisão do STF de soltar Dantas  Você concorda: não há mais intocáveis no País  Lula defende ação da PF e não comenta decisão de soltar Dantas Dirceu condena 'espetacularização' da PF Entenda como funcionava o esquema criminoso  Veja as principais operações da PF desde 2003  Entenda o nome da Operação Satiagraha, que prendeu Dantas   O juiz frisou que todas as informações sobre o caso foram obtidas com "autorização judicial."   Mendes quer que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), presidido por ele, a Corregedoria da Justiça Federal de São Paulo e o Conselho da Justiça Federal (CJF) investiguem a conduta do juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal.   A decisão de Gilmar foi encaminhada, ainda, para o TRF da 3ª Região, onde pode ser aberta uma representação contra o juiz. Caso um procedimento não seja aberto em São Paulo, o Conselho Federal de Justiça abrirá a investigação.   No entanto, a assessoria do CNJ disse ao estadao.com.br que Mendes não encaminhou nenhuma denúncia ao órgão, apenas uma copia da decisão que libertou Pitta e Nahas na última quinta. "Não chegou nada aqui, a única coisa foi a explicação do habeas-corpus que libertou Pitta e Nahas", disse.   (Com Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo)

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