Juiz decreta prisão preventiva de líder do MST pela 2ª vez

O juiz da 5ªVara Criminal de Pernambuco, Joaquim Lafayette, decretou, pela segunda vez, a prisão preventiva do líder nacional do MST, Jaime Amorim, no processo em que ele é acusado de dano ao patrimônio público e formação de quadrilha, por depredação ao prédio do consulado norte-americano no Recife, durante protesto contra o governo do presidente George W. Bush, em 5 de novembro do ano passado. Na primeira vez em que foi decretada sua prisão, Amorim conseguiu habeas corpus no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), o que garantiu sua liberdade. Porém, como ele não compareceu à audiência marcada para o dia 12 de setembro, o juiz Lafayette decretou nova prisão temporária. Jaime Amorim passou uma semana preso, de 21 a 28 de agosto. Nesta terça-feira, Amorim tem uma outra audiência, à qual não deverá comparecer, de acordo com o MST, diante da decretação da prisão."Já enviamos petição informando o STJ (com pedido de ratificação do habeas corpus) e vamos aguardar o parecer do ministro Nilson Naves", disse o dirigente estadual Alexandre Conceição, que acusa a justiça pernambucana de tentar "criminalizar o MST" e o juiz Joaquim Lafayette de "perseguição política" a Jaime Amorim.De acordo com Lafayette, quando Amorim foi interrogado no dia 28 de agosto, no Fórum Joana Bezerra, antes de ser liberado, já saiu intimado para a audiência de 12 de setembro. "O ministro Nilson Naves, quando concedeu liminar em Brasília, disse no despacho que ele teria direito ao habeas corpus desde que comparecesse a todos os atos processuais", destacou o juiz, que informou que o processo já corre à revelia de Amorim e sua ausência não irá prejudicar seu andamento.O juiz observou ainda que Amorim viajou para Roraima - onde foi ajudar a organizar o MST naquele Estado, com ocupações de terra - quando estava impedido de sair de Pernambuco.

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