Juiz decreta prisão preventiva de condenados pela morte de Ceci Cunha

Penas de ex-deputado e de mais quatro homens apontados como executores do crime chegam a 105 anos; defesa já recorreu da decisão

Tiago Décimo, enviado especial de O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2012 | 09h52

MACEIÓ - Os cinco condenados pelo assassinato da deputada alagoana Ceci Cunha e de três familiares saíram presos da sede do Tribunal Federal em Alagoas, onde ocorreu o julgamento do caso. A leitura da sentença foi realizada no início da manhã desta quinta-feira, 19.

 

A prisão foi feita por policiais federais, após o juiz federal André Luís Maia Tobias Granja acolher requerimento da acusação de prisão preventiva dos acusados, caso fossem considerados culpados. Na decisão, Granja alegou "periculosidade" dos condenados e a "brutalidade do crime". Os jurados acolheram a tese da acusação de que o ex-deputado federal Talvane Albuquerque Neto foi o mandante do crime por motivação política. Alécio César Alves Vasco, Jadielson Barbosa da Silva, José Alexandre dos Santos e Mendonça Medeiros da Silva foram apontados como executores.

 

O juiz determinou também que os condenados paguem R$ 100 mil aos descendentes de cada uma das vítimas, a título de danos materiais, e 500 salários mínimos por danos morais. Ainda em plenário, a defesa recorreu das condenações de todos os acusados. O advogado Welton Roberto fez requerimento, já aceito pelo juiz, para Talvane ficar em prisão especial. "Agora, vamos entrar com pedido de habeas corpus por causa da prisão preventiva", disse.

 

Antes de ser levado pelos policiais, Talvane afirmou que estava preparado para ser preso. "Eu sabia que sairia preso daqui, mas entramos com recurso e vamos aguardar." O ex-deputado foi condenado a 103 anos e quatro meses de prisão. Jadielson e José Alexandre, apontados como os atiradores, receberam de 105 anos cada. Para os jurados, Alécio e Mendonça tiveram papéis de "menor importância" no crime e receberam penas de 87 anos e 3 meses, e 75 anos e 7 meses, respectivamente.

 

"A justiça foi feita, mas nenhuma condenação vai suprir a falta que eles fazem", disse, emocionada, a irmã de Ceci, Cléia Oliveira, logo após a divulgação das sentenças.

 

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